O problema

O que costuma estar acontecendo

Objetivo que não dá para verificar

"Desenvolver a socialização" não é objetivo — é intenção. Sem definir o que o estudante fará, em que situação e com que apoio, ninguém consegue dizer no fim do semestre se houve avanço.

Plano que repete de ano em ano

O PEI é copiado do ano anterior com pequenas trocas. O estudante muda, o plano não, e o documento perde a função de orientar a intervenção.

Documento que não chega ao professor regente

O PEI fica no arquivo da coordenação. Quem está com o estudante quatro horas por dia nunca o leu, e a adaptação da aula continua sendo improviso individual.

Como fazemos

Como estruturamos o PEI na rede

  1. 1. Diagnóstico do que já existe

    Analisamos os modelos em uso, o que a rede é obrigada a entregar e o que o conselho estadual exige. Não trocamos o documento por gosto — ajustamos o que está em vigor.

  2. 2. Avaliação diagnóstica como base

    O plano passa a partir do que a avaliação mostrou: o que o estudante faz sozinho, o que faz com apoio e o que ainda não faz. É o que transforma objetivo genérico em objetivo verificável.

  3. 3. Formação da equipe

    Professores regentes, do AEE e coordenação aprendem a escrever objetivos observáveis, definir apoios e registrar evolução — trabalhando sobre casos reais da própria escola.

  4. 4. Rotina de revisão

    Definimos quando o plano é revisado, quem participa e o que precisa mudar para a revisão ser real. Um PEI sem data de revisão é um documento morto.

O que a rede passa a ter

  • Modelo de PEI padronizado e aceito pela rede
  • Critérios objetivos para escrever e revisar cada seção
  • Equipe formada para preencher com consistência entre escolas
  • Opção de geração automática pelo sistema ADIPE, a partir da avaliação
  • Histórico versionado de cada plano, para devolutiva e comprovação
Dúvidas frequentes

Perguntas frequentes sobre pei — plano educacional individualizado

Respostas diretas às dúvidas que mais chegam por WhatsApp e e-mail.

Qual a diferença entre PEI, PDI, PAEE e PAI?

São nomes que redes diferentes dão a documentos com função parecida: registrar o planejamento individualizado do estudante. PEI (Plano Educacional Individualizado) e PDI (Plano de Desenvolvimento Individual) costumam abranger a vida escolar como um todo; PAEE e plano de AEE tratam especificamente do atendimento no contraturno. O que importa é adotar uma nomenclatura na rede e manter coerência — e verificar qual o conselho de educação do seu estado exige.

Quem deve elaborar o PEI?

O PEI é construído coletivamente: professor regente, professor do AEE, coordenação pedagógica e a família, com participação de profissionais da saúde quando houver. Um plano escrito por uma pessoa só, sem quem convive com o estudante na sala comum, tende a não ser aplicado.

O PEI precisa de laudo médico?

Não. O plano é um instrumento pedagógico, construído a partir da observação e da avaliação do estudante na escola. A Nota Técnica MEC/SECADI nº 04/2014 é clara ao afirmar que o estudo de caso não está condicionado à existência de laudo médico, por ser de cunho estritamente educacional.

De quanto em quanto tempo o PEI deve ser revisado?

Não há prazo único na legislação federal; muitas redes adotam revisão bimestral ou semestral. O critério prático é o desenvolvimento do estudante: quando os objetivos previstos são alcançados ou se mostram inadequados, o plano precisa ser revisto, independentemente do calendário.

O sistema ADIPE gera o PEI sozinho?

O ADIPE gera o plano preenchido a partir da avaliação diagnóstica já realizada — o que foi identificado como adquirido, em desenvolvimento e a desenvolver alimenta as seções do documento automaticamente. A análise pedagógica e as decisões continuam sendo do professor; o sistema elimina a redigitação, não o julgamento.

Quer padronizar o PEI na sua rede?

Conte como a documentação está organizada hoje e quantas escolas estão envolvidas. Avaliamos o que já existe antes de propor qualquer mudança.

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