O problema

O que costuma estar acontecendo

A sala de recursos virou reforço escolar

É o desvio mais comum. O AEE passa a repetir o conteúdo da sala comum, quando sua função legal é complementar ou suplementar a formação do aluno eliminando barreiras — não substituir a aula.

Plano de AEE sem estudo de caso

Sem levantar o que o aluno já faz, com que apoio e diante de qual barreira, o plano vira uma lista genérica de atividades que serviria para qualquer estudante — e portanto para nenhum.

Sala de recursos isolada da escola

O professor do AEE trabalha sozinho, o professor regente não sabe o que acontece no contraturno, e o estudante vive duas escolas paralelas que não conversam.

Como fazemos

O que a formação cobre

  1. Base legal e função do AEE

    Quem é o público-alvo segundo o art. 4º da Resolução CNE/CEB nº 4/2009, o que significa complementar e suplementar, o que o AEE não é, e o que a escola precisa registrar no Projeto Político-Pedagógico à luz do Decreto nº 12.686/2025.

  2. Estudo de caso

    Como levantar o que o estudante já realiza, com que nível de apoio e diante de quais barreiras — e por que esse levantamento é pedagógico e não depende de laudo médico.

  3. Plano de AEE e documentação

    Elaboração do plano a partir do estudo de caso, definição de objetivos observáveis, cronograma de atendimento e registro da evolução de forma que sustente devolutiva a família e a órgãos externos.

  4. Recursos e acessibilidade

    Seleção, adaptação e produção de recursos: comunicação alternativa e aumentativa, tecnologia assistiva, material adaptado e organização do espaço da sala de recursos.

  5. Articulação com a sala comum

    Como o professor do AEE conversa com o professor regente sem virar fiscal nem assessor de plantão: rotina de troca, registro compartilhado e corresponsabilidade pelo currículo.

O que fica na rede depois da formação

  • Roteiro de estudo de caso pronto para uso
  • Modelo de plano de AEE alinhado à Resolução CNE/CEB nº 4/2009
  • Critérios para organizar o cronograma de atendimentos
  • Repertório de recursos de acessibilidade por tipo de barreira
  • Rotina de articulação entre sala de recursos e sala comum
Dúvidas frequentes

Perguntas frequentes sobre formação de professores para o aee

Respostas diretas às dúvidas que mais chegam por WhatsApp e e-mail.

Quem pode atuar como professor do AEE?

A Resolução CNE/CEB nº 4/2009, no art. 12, exige formação inicial que habilite para o exercício da docência e formação específica para a Educação Especial. Na prática, as redes designam professores com formações variadas — o que torna a formação continuada não um diferencial, mas uma condição para o serviço funcionar.

O AEE substitui a sala de aula comum?

Não. O art. 5º da Resolução CNE/CEB nº 4/2009 é explícito: o AEE é realizado prioritariamente na sala de recursos multifuncionais, no turno inverso da escolarização, e não é substitutivo às classes comuns. O estudante precisa estar matriculado no ensino regular.

A escola pode exigir laudo médico para matricular o aluno no AEE?

Não. A Nota Técnica MEC/SECADI nº 04/2014 afirma que o laudo é documento complementar, não obrigatório, e que o direito à educação não pode ser cerceado pela exigência de laudo médico. O que embasa o atendimento é o estudo de caso pedagógico.

A formação serve para quem atua em centro de AEE?

Sim. A Resolução CNE/CEB nº 4/2009 prevê o AEE em salas de recursos multifuncionais e também em centros de Atendimento Educacional Especializado da rede pública ou de instituições comunitárias, confessionais e filantrópicas sem fins lucrativos. O conteúdo cobre as duas realidades.

Formação para a equipe do AEE da sua rede

Diga quantos professores atuam no AEE e como o serviço está organizado hoje. Montamos a proposta a partir daí.

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